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Sornoza rende pouco e lado esquerdo vira o 1º desafio de Carille

 
       
  Segundo Carlos Augusto Ferrari (Globo Esporte),

equatoriano mostra dificuldade em atuar aberto, mas continuará como titular. Timão funciona bem na direita com Fagner, Ramiro e André Luis (depois Pedrinho)

 
  Por:

Voz da Fiel

21/01/2019 08:41:08  
       
 
 
 
       
     
  Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians  
       
  Fábio Carille já sabe qual setor terá de priorizar para trabalhar no Corinthians neste início de temporada. No empate por 1 a 1 com o São Caetano, no último domingo, na Arena, pela estreia no Paulistão, o Timão mostrou muita força pelo lado direito, mas teve enorme dificuldade para jogar pela esquerda.

Sornoza precisará de tempo e paciência da comissão técnica e da torcida para se adaptar a jogar aberto. O meio-campista não tem as características para chegar à linha de fundo, como um atacante, e ainda não se entrosou com o Jadson, com quem dividirá a função de ser o “cérebro” da equipe.

O equatoriano embolou a armação fechando pelo meio muitas vezes e foi pouco produtivo. No total, foram 11 passes certos, quatro errados e uma chance clara perdida no fim do primeiro tempo. Sem evolução no segundo tempo, o jogador deu lugar a Gustavo Silva aos 12 minutos da etapa final.

A culpa, porém, não é apenas de Sornoza. O lado esquerdo Corinthians tem problemas desde o ano passado. Danilo Avelar chegou poucas vezes à linha de fundo e, ao que Carille indica nas entrevistas, será um lateral bem mais defensivo. O Timão não tem também um volante que se aproxime por aquele lado (como foi Maycon em 2017), dificultando ainda mais as jogadas de ataque.
 
      
 
 
 
  Enquanto o Corinthians não acerta a volta de Guilherme Arana para a lateral esquerda, o lado direito será a grande força da equipe. André Luis não é um driblador, mas tem muita força física para arrastar a marcação e abrir espaço na frente. Pode até ser um “novo Romero” com o passar do tempo.

A direita ainda tem as frequentes chegadas de Fagner e a aproximação de Ramiro. Volante no Corinthians, o meio-campista brilhou no Grêmio campeão da Copa Libertadores de 2017 atuando aberto pela direita. O trio, aliado A Jadson, foi o responsável pelas principais jogadas contra o Azulão.

A entrada de Pedrinho no lugar de André Luis no segundo tempo deu ao Corinthians uma alternativa tática bastante interessante. O Timão ganhou mais toque de bola e abriu caminho Fagner atacar com o auxílio de Ramiro.

– O que um técnico busca sempre é equilíbrio, defensivo, ofensivo, marcar bem dos dois lados, chegar bem dos dois lados, fazer o Jadson chegar bem com o Sornoza. Nos treinamentos está muito legal quando eles começam a buscar passe um para o outro, com aproximação. Agora é o tempo que vai fazer melhorar. Sei que o lado direito está mais pronto hoje, precisando de alguns ajustes, e o lado esquerdo precisando ajustar bastante – afirmou Carille.

Carille já avisou que pretende jogar com dois meio-campistas de criação. É a base do conceito de jogo que desenvolveu no período em que trabalhou com Tite: dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias, dois atacantes.

Além disso, o elenco não possui um jogador com as mesmas características para brigar pela posição. Mateus Vital, que entrou no segundo tempo, é um meia com estilo de jogo bem mais parecido com o de um atacante.

O técnico, aliás, adiantou na entrevista coletiva que repetirá a equipe contra o Guarani, quarta-feira, às 19h15, em Campinas. Mais uma chance para Sornoza e Danilo Avelar.