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Filho de ídolo do passado quase veio pelas mãos de Kia

 
       
 

o lateral se diz frustrado por não ter defendido o Corinthians e diz que foi porpoliticagem

 
  Por:

Voz da Fiel

23/03/2019 19:18:54  
       
 
 
 
       
   Filho de ídolo do passado quase veio pelas mãos de Kia   
  Foto: Reprodução/UOL  
       
  Hoje aposentado após uma carreira que reuniu São Paulo, Fluminense, Grêmio e Internacional como alguns de seus clubes, o ex-lateral direito Gabriel foi um daqueles jogadores que já iniciaram a carreira carregando um peso adicional. No caso, o de ser filho de alguém que já havia feito fama no futebol.

Gabriel é filho de Wladimir, ídolo corinthiano e jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra na história. E é justamente essa ligação familiar que, segundo o antigo lateral, impediu-o de realizar o grande sonho de sua carreira: jogar com a camisa do Corinthians.

Aos 37 anos, Gabriel hoje vive nos Estados Unidos, onde estuda para trabalhar com gestão de futebol. E mesmo com as chuteiras já penduradas, ele ainda remói a maior frustração da carreira. Em entrevista por telefone, o ex-lateral dá a sua versão dos fatos e tenta explicar o porquê de jamais ter defendido o clube onde o pai brilhou.
 
      
 

 
  E uma palavra basicamente resume o pensamento do ex-lateral que iniciou a carreira no São Paulo: politicagem.

"No Corinthians, com certeza, a questão política não me deixou jogar lá. O único dirigente que esteve no Corinthians e quis me levar foi o Kia Joorabchian, depois do campeonato de 2005, que o Corinthians foi campeão brasileiro. Eu fui o melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro, e na festa da entrega dos prêmios ele chegou para mim e falou: Gabriel, o ano que vem vou te trazer para o Corinthians, e eu falei: eu vou, Kia, não tem problema, vou com o maior prazer, é um sonho que tenho. Aí acabei indo para a Espanha e o Kia saiu do Corinthians, mas sem dúvida foi por política. A politicagem é muito forte no mundo do futebol. E eu, filho do Wladimir, cresci com isso. Sem dúvida nenhuma atrapalhou, mas consegui ter uma carreira vitoriosa mesmo sendo prejudicado algumas vezes pela política", relatou.
 
 

 
  Curiosamente, o ex-jogador cita o próprio pai como um dos responsáveis por ele não ter defendido o clube de Parque São Jorge. Na visão de Gabriel, o jeito de Wladimir e o fato de ele não ter tido chances para trabalhar no clube após a vitoriosa carreira fizeram com que os dirigentes da época dificultassem um possível acerto dele com o Corinthians.

"Apaixonado pelo Corinthians como ele é, era o grande sonho dele me ver vestindo a camisa do Corinthians. Mas ele está ciente que foi uma coisa política. Na verdade, eu nunca consegui mudar isso nele, e nem vou, mas acho que ele podia ter segurado a onda um pouco mais, porque como os caras nunca deram oportunidade para ele, ele não está nem aí. A imprensa pergunta e ele mete a boca mesmo, está tudo errado, não ganha por causa disso, e aí acho que isso me prejudicou também. Se ele não bate de frente com os caras, os caras não teriam o porquê de não me levar. Mas não tem como mudar a personalidade de uma pessoa", afirmou.
 
 

Filho de ídolo do passado quase veio pelas mãos de Kia

 
  Primeiro time da carreira, o São Paulo apareceu na vida de Gabriel, basicamente, por dois motivos: a distância mínima do CT tricolor e o não que recebeu do Corinthians. No total, foram sete anos no clube do Morumbi, sendo dois na base e cinco no profissional.

"Meu começo de carreira foi no próprio São Paulo justamente por uma questão geográfica, porque o CT era mais perto da minha casa. Eu sempre morei na Granja Viana, e o centro de treinamento do São Paulo era em Cotia, aí eu optei pelo São Paulo porque sempre teve uma estrutura nas categorias de base exemplar e, como estava perto de casa, fui para lá. Eu até fiz testes no Corinthians, mas não fiquei no Corinthians por uma situação política", diz.

"O meu pai sempre foi oposição a quem estava na direção, porque eles não valorizam alguns atletas, não dão oportunidade para os ex-atletas trabalharem lá. Pô, meu pai que tem um super nome no clube. E aí eles não me aprovaram justamente por causa disso, porque eu fui, sem dúvida nenhuma, um dos melhores do teste que fiz lá. Eu jogava de meia direita e fiz um monte de gols, e não me aprovaram. Aí eu saí de lá e fui direto para o São Paulo", recordou.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Vanderlei Lima (UOL)