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Fagner relembra recomeço difícil e diz que torcedor adora a forma como ele joga

 
       
 

o lateral defende companheiros que estão passando por cobranças e fala sobre o imediatismo do torcedor brasileiro: "Quer o resultado para amanhã"

 
  Por:

Voz da Fiel

02/04/2019 08:46:49  
       
 
 
 
       
   Fagner relembra recomeço difícil e diz que torcedor adora a forma como ele joga   
  Foto: Marcelo Braga/Globo Esporte  
       
  Fagner é um dos principais líderes do elenco do Corinthians. Tanto que, no rodízio de capitães do time, é o segundo jogador que mais vezes usou a faixa em 2019. Foram cinco, contra seis de Cássio.

Mas nem sempre foi assim... Formado nas categorias de base do Timão, Fagner foi recontratado em 2014 e passou por dificuldades sob o comando de Mano Menezes. Mais adiante, o lateral se firmou e agora está perto dos 300 jogos pelo Corinthians (tem 291).

– Sem dúvida, a gente sabe que o brasileiro em si é muito imediatista, quer o resultado para amanhã. As coisas não são assim. No futebol, assim como na vida, quando você troca de ambiente de trabalho, precisa de um certo tempo de adaptação – disse Fagner.
 
      
 

 
  – Eu precisei desse tempo, tanto que no final de 2014 as coisas começaram a melhorar, levei quase um ano para me adaptar entender tudo certinho, estar bem comigo mesmo. O mais importante é o atleta confiar no que pode fazer e confiar nos companheiros. Eu fui prova disso lá atrás, e o Manoel, Henrique e Danilo Avelar, que foram mais cobrados nesse início de ano, estão mostrando isso também – completou o lateral, lembrando os companheiros.

Consolidado como jogador do Corinthians, Fagner aproveita para afirmar que não liga para os comentários sobre o seu estilo mais duro de jogo. Para ele, é coisa dos adversários.

– O torcedor do Corinthians adora a forma como eu jogo, como eu me entrego dentro de campo. Os demais podem não gostar por ser contra o clube deles – falou o lateral.
 
 

 
  Convocado para os amistosos da seleção brasileira contra Panamá e República Tcheca, tendo sido titular no primeiro, o lateral vive a expectativa de se destacar nos jogos decisivos para estar na lista da Copa América. A convocação será anunciada no dia 17 de maio.

Nesta quarta-feira, o Corinthians recebe o Ceará após vencer o jogo de ida da terceira fase por 3 a 1. Situação mais tranquila?

– Construímos uma boa vantagem, mas não é o resultado definitivo, temos mais 90 minutos. Sabemos da importância do jogo, temos que usar esse fator campo, fator torcida, para classificar. Sabemos que vai ser difícil. O Ceará vem pra complicar, temos que fazer um grande jogo.
 
 

 
  Alguns dos seus companheiros de defesa, como Henrique, Manoel e Danilo Avelar, sofreram críticas da torcida no início do trabalho, mas hoje parecem consolidados...

– O mais importante é a confiança, não só eles mesmo acreditarem naquilo que estão fazendo, mas de nós, como grupo, confiarmos no trabalho que está sendo feito. Não é fácil quando troca. Manoel tinha acabado de chegar, Henrique estava acostumado a jogar com outro jogador, Avelar ganhando confiança, e o Fábio orientando bastante em termos de posicionamento. A gente sabia que era dar tempo ao tempo para que todo mundo se enquadrasse legal, até na filosofia de jogo. A gente fica feliz pela recuperação e melhora de todos, quem tem a ganhar é só o Corinthians.

Como o time tem conseguido vitórias mesmo ficando menos com a bola nos jogos?

– Essa é uma situação que acontecia muito em 2017, a gente conseguia controlar o adversário sem a bola. Até pelo desgaste dos jogos, estar bem posicionado, controlando o adversário que tem a bola, te possibilita respirar um pouco, resguardar-se, para quando você tiver a bola conseguir ser agressivo. E quando falo não ter a bola, é deixá-la em um setor que não te traga perigo. Em determinados momentos, tem que ser agressivo sem a bola, é o que a gente busca fazer, sem fazer falta, para que a gente consiga neutralizar o adversário.
 
 

 
  Esse entendimento tático tem sido importante para vencer os clássicos em 2019?

– Em todos os jogos da temporada, independentemente da grandeza, a gente tira lições. Isso serve para que nos momentos decisivos a equipe esteja preparada. O Fábio foi muito feliz na estratégia que teve contra o Santos, nós atletas também de entender e acreditar no que ele passou. Esses entendimentos de comissão e atleta são muito importantes, criam uma identidade para a equipe, um nível de concentração muito grande para que nesses jogos decisivos a gente consiga vencer.

Fagner, Daniel Alves e Danilo. Dois desses nomes devem fazer parte da seleção brasileira na Copa América. Como vê essa disputa até o dia 17 de maio, data da convocação?

– Estou muito tranquilo, o mais importante é eu fazer o meu trabalho bem feito aqui no clube. Não posso pensar no que pode acontecer daqui a um mês e meio se eu não estiver bem, muita coisa pode acontecer nesse tempo. O importante é estar bem preparado. Como aconteceu agora, eu ter sido chamado de última hora (pela lesão do Daniel Alves). É estar preparado e em busca de evolução. A exigência da seleção é grande, o nível é muito alto. Tenho que estar bem.
 
  Fagner relembra recomeço difícil e diz que torcedor adora a forma como ele joga  
  Há quem ainda conteste no Brasil as suas convocações e alegue que seu jogo é violento. O que acha disso?

– O futebol brasileiro tem uma cultura um pouco diferente. Se parar para pensar, na Copa do Mundo (da Rússia, em 2018) eu joguei da mesma forma como jogo no Brasil, tomei um cartão amarelo e fui um dos jogadores que menos fez falta e que teve mais desarmes.

– Aqui, o jogador brasileiro tem o hábito de encostou, caiu. O torcedor do Corinthians adora a forma como eu jogo, como eu me entrego dentro de campo. Os demais podem não gostar por ser contra o clube deles. Eu tenho 1,69m. Se eu for jogar contra um cara de 1,90m e for delicado: "Amiguinho, dá licença", o cara me atropela. O futebol exige contato, força física. Procuro ser o mais firme possível para eu ganhar vantagem numa jogada, para que eu também não me prejudique.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Marcelo Braga (Globo Esporte)