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Exclusivo: destrinchamos as dívidas do Timão e você não vai acreditar

 
       
 

Fizemos uma análise detalhada do endividamento do Corinthians nos últimos dez anos

 
  Por:

Voz da Fiel

11/04/2019 09:39:23  
       
 
 
 
       
   Exclusivo: destrinchamos as dívidas do Timão e você não vai acreditar   
  Foto: Reprodução/Internet/Voz da Fiel  
       
  Desde o não tão longínquo ano de 2013, quando na época fomos surpreendidos com essa informação, muito se fala e se escreve até hoje sobre o endividamento do Corinthians. O clube até então aparentava uma imagem de vencendor esportivo (e assim continua sendo) e um exemplo de gestão que reergeu de forma avassaladora um clube destroçado e que tinha acabado de cair para a série B, ao Corinthians Campeão do Mudo e com o maior orçamento entre todos os seus rivais no futebol brasileiro.

A pergunta que todos nós Corinthianos fazemos e tentamos entender: o que realmente aconteceu e o que de fato é verdade ou mentira sobre o endividamento do Timão?

Para tentar entender a situação e procurar respostas a essas questões, buscamos informações oficiais do próprio Corinthians e fizemos uma análise da situação.

Nos baseamos nas informações que o Corinthians disponibiliza no seu site oficial, através do portal da transparência. Informação essa que está disponível para a consulta de qualquer pessoa.
 
      
  Exclusivo: destrinchamos as dívidas do Timão e você não vai acreditar  
  Antes de apresentarmos os números vamos exibir um resumo dessa analise financeira que fizemos. Podemos dizer que o Corinthians teve um período de grande ascensão financeira e uma queda na mesma proporção a partir do ano de 2013.

O mandato do presidente Andrés Sanchez, até o ano de 2011, tem como principais características:

• Aumento do orçamento em 463,38% (155.067 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 44,07% (78.672 milhões)
• Série B(2008); Paulista (2009); Copa do Brasil (2009); Brasileiro (2011)

Podemos dizer que com um aumento tão expressívo no orçamento a questão da elevação da dívida não se torna algo tão relevante, porém não podemos deixar de lado o seguinte fato: foi nesse período que o Corinthians assumiu compromissos importantes como a construção da Arena e isso por si só causou um impacto significativo nos anos seguintes.

Já o mandato do presidente Mário Gobbi, até o ano de 2014, tem como principais características:

• Queda do orçamento em 6,03% (11.384 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 108,23% (193.197 milhões)
• Libertadores(2012); Mundial (2012); Paulista (2013); Recopa (2013)

Como já mencionado, a perda da receita de bilheteria (venda de ingressos) e o ínicio dos pagamentos da Arena foi um fator predominante. Porém mesmo com essas questões o presidente Mário Gobbi não tirou o "pé do acelerador" na contratação de atletas e gastos com pagamentos de altos salários durante toda a sua gestão.

Durante os anos de 2012 à 2014 foi o período em que o Corinthians mais gastou com o departamento de futebol e isso aconteceu mesmo com uma queda significativa na sua arrecadação. Pesa também contra a sua gestão o fato do ex-presidente ter tido a sua disposição os dois maiores orçamentos da história do Corinthians, ou seja, em dois terços do seu mandato dinheiro a sua disposição não foi um problema.

O mandato do presidente Roberto de Andrade, até o ano de 2017, tem como principais características:

• Aumento do orçamento em 4,11% (7.285 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 20,64% (76.737 milhões)
• Brasileiro (2015); Paulista (2017); Brasileiro (2017)

Os Corinthianos tem como lembrança da gestão Roberto de Andrade o famoso "desmanche" do elenco em 2016 e justamente nesse ano o Corinthians fecha o orçamento com mais de 100 milhões de reais em caixa.

O que entendemos, ao analisar os números, é que o elenco "herdado" pelo mandato anterior era muito caro e o Corinthians já estava extramente individado e de certa forma isso se fazia necessário. Mas existe uma questão que faz com que esse raciocínio não feche: nesse mesmo ano de 2016 foi quando o Corinthians fez o maior investimento (81.898 milhões). Isso faz algum sentido para você? Para nós não!
 
 
 
 
  Vamos exibir uma evolução dos últimos dez anos, demonstrando em detalhes as informações que coletamos.

Ativo Circulante: é uma referência aos bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro em curto prazo


Gestão Andrés Sanchez

2009:

• Ativo Circulante: 33.464 milhões
• Dívidas Normais: 33.477 milhões
• Empréstimos: 38.145 milhões
• Passivos Negociados: 2.698 milhões
chama atenção a dívida com o Nilmar de 1.575 milhões
• Impostos Parcelados: 54.520 milhões
• Contingências: 4.446 milhões

Posição do endividamento em 31/12/09: 99.821 milhões

2010:

• Ativo Circulante: 136.013 milhões
• Variação do endividamento: 22.247 milhões
• Investimento em atletas: 23.596 milhões
• Manutenção das atividades da empresa: 20.713 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 22.063 milhões
Isso ocorre porque as receitas no ano forma superiores as despesas

Posição de endividamento 31/12/10: 122.068 milhões
 
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  2011:

• Ativo Circulante: 188.531 milhões
• Variação do endividamento: 56.425 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 95.014 milhões
Aqui o clube já não demonstra de forma separada esses gastos
• Evolução Financeira Positiva: 38.589 milhões

Posição de endividamento 31/12/11: 178.493 milhões

Ao término da sua gestão (entre os anos de 2009 à 2011), o presidente Andrés Sanchez apresentou os seguintes números:

• Aumento do orçamento em 463,38% (155.067 milhões)
(de 33.464 milhões para 188.531 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 44,07% (78.672 milhões)
(de 99.821 milhões para 178.493 milhões)
• Valor positivo em caixa de 38.589 milhões

Gestão Mário Gobbi

2012:

• Ativo Circulante: 245.702 milhões
• Variação do endividamento: 1.425 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 66.926 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 68.362 milhões

Posição de endividamento 31/12/12: 177.057 milhões
 
 
 
 
  2013:

• Ativo Circulante: 240.396 milhões
• Variação do endividamento: 16.606 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 75.667 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 59.061 milhões

Posição de endividamento 31/12/13: 193.664 milhões

2014:

• Ativo Circulante: 177.147 milhões
• Cota do Fundo Imobiliário Arena: 327.576 milhões
(aqui ocorre um impacto significativo com queda nas receitas e aumento expressivo nas despesas)
• Variação do endividamento: 119.854 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 74.148 milhões
• Evolução Financeira Negativa: 45.706 milhões

Posição de endividamento 31/12/14: 371.690 milhões

Ao término da sua gestão (entre os anos de 2012 à 2014), o presidente Mário Gobbi apresentou os seguintes números:

• Queda do orçamento em 6,03% (11.384 milhões)
(de 188.531 milhões para 177.147 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 108,23% (193.197 milhões)
(de 178.493 milhões para 371.690 milhões)
• Valor negativo em caixa de 45.706 milhões
 
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  Gestão Roberto de Andrade

2015:

• Ativo Circulante: 221.632 milhões
• Variação do endividamento: 80.983 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 30.460 milhões
• Evolução Financeira Negativa: 50.523 milhões

Posição de endividamento 31/12/15: 452.673 milhões

2016:

• Ativo Circulante: 142.454 milhões
• Variação do endividamento: 26.799 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 81.898 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 108.697 milhões

Posição de endividamento 31/12/16: 425.874 milhões

2017:

• Ativo Circulante: 184.432 milhões
• Variação do endividamento: 5.641 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 23.494 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 17.853 milhões

Posição de endividamento 31/12/17: 448.427 milhões

Ao término da sua gestão (entre os anos de 2015 à 2011), o presidente Roberto de Andrade apresentou os seguintes números:

• Aumento do orçamento em 4,11% (7.285 milhões)
(de 177.147 milhões para 184.432 milhões)
• Aumento da dívida do clube em 20,64% (76.737 milhões)
(de 371.690 milhões para 448.427 milhões)
• Valor positivo em caixa de 17.853 milhões

SITUAÇÃO ATUAL DO CLUBE:

• Ativo Circulante: 206.022 milhões
• Variação do endividamento: 64.003 milhões
• Investimento em atletas e outras despesas: 66.814 milhões
• Evolução Financeira Positiva: 2.811 milhões

Posição de endividamento 31/10/18: 512.430 milhões