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Crianças portadoras de epilepsia sonham com a classificação do Timão

 
       
 

as mães dizem que, após a celebração do Purple Day na Arena, pequenos acordaram ainda encantados com a partida

 
  Por:

Voz da Fiel

29/03/2019 08:08:03  
       
 
 
 
       
   Crianças portadoras de epilepsia sonham com a classificação do Timão   
  Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians  
       
  “Mamãe, preciso ver o Cássio defendendo”, disse Maria Carolina, no intervalo de Corinthians e Ferroviária, pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

Naquele momento, o time do coração vencia por 1 a 0, na Arena.

Carol, de 4 anos, foi ao campo pela primeira vez. Ela queria entrar no gramado ao lado do Cássio. A pequena conseguiu realizar o desejo de uma forma diferente: foi uma das crianças que representaram a ação de conscientização da epilepsia, promovida pelo Corinthians e a UCB Biopharma, antes do início da partida decisiva.
 
      
 

Crianças portadoras de epilepsia sonham com a classificação do Timão

 
  Quando tinha 3 anos, Carol foi diagnosticada com a doença, que, estima-se, atinge cerca de 4 milhões de brasileiros, mas é pouco conhecida. Por escassez de informação, a epilepsia ainda causa preconceitos e estranhamento. A menina leva uma vida normal, mas, para conter as crises convulsivas, faz uso de uma combinação de medicamentos.

“Somos muito rigorosos com os remédios dela e com o horário de sono, por isso, ela dorme todas as noites às 20h30. Quando acabou o intervalo, falei pra gente ir embora e ela quis ficar”, conta a mãe, Cristiane Lodi. Carol aguentou até o fim, viu o ídolo agarrar um pênalti e o Corinthians sair com a classificação.
 
 

 
  Para Bernardo, de 4 anos, a noite também foi inusitada. A família evita grandes distâncias de casa. Por conta de crises convulsivas causadas pela epilepsia, os pais ficam alertas para correr ao pronto-socorro. Conhecer a Arena em uma partida decisiva era um desafio. Eles moram do outro lado da cidade.

“É longe do meu estado de conforto, mas precisamos viver. Eu prefiro viver a sobreviver”, falou a mãe, Regina de Marchi Botton. Quando Bernardo pisou no gramado, ficou encantado com os mais de 42 mil torcedores que aplaudiram as crianças e todo o cenário. “Precisa ver o estado de alegria dele na hora do gol do Corinthians: pulava, gritava e chutava o ar como se tivesse uma bola”, contou Regina.
 
 

 
  Todas as crianças que participaram da iniciativa do Purple Day, dia Mundial da Epilepsia, viram um espetáculo de futebol completo na Arena. Agora, elas entendem a emoção de ser um torcedor corinthiano roxo.  
      
   
 

 
 
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