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Corinthians recua sobre acordo com BMG, admite 12 milhões anuais

 
       
  Segundo Arthur Sandes (UOL),

uma ata de reunião do banco BMG, divulgada nesta sexta-feira (25), deixou o Corinthians com as costas na parede quando ao valor recebido pelo patrocínio máster

 
  Por:

Voz da Fiel

25/01/2019 15:59:44  
       
 
 
 
       
     
  Foto: Reprodução/Internet/Voz da Fiel  
       
  Após o documento falar em R$ 12 milhões fixos anuais, o clube foi obrigado a se explicar sobre o negócio.

Em nota oficial, o Corinthians diz ter preferido manter os detalhes dos valores em sigilo "por normas gerenciais" do BMG. "O clube sempre se limitou a declarar, quando perguntado sobre valores contratuais, o montante do adiantamento inicial, no valor de R$ 30 milhões, além da participação nos lucros", diz o comunicado.

Segundo uma fonte do clube confirmou, estes R$ 30 milhões valem apenas para 2019; a partir de 2020, o valor fixo cai justamente para R$ 12 milhões - que será somado à participação nos lucros. Na nota oficial o Corinthians argumenta que "as projeções conservadoras" desta participação nos lucros partem de R$ 30 milhões. Na prática, o valor do patrocínio a partir da temporada que vem não passa de um palpite.
 
      
 
 
 
  O comunicado divulgado pelo Corinthians exalta o viés "inovador" da parceria, que prevê participação dos lucros de uma plataforma online a ser lançada pelo banco. O patrocínio prevê um valor fixo - uma espécie de "piso" de pagamento - somado a estes adicionais, que serão contabilizados na venda de produtos e serviços exclusivos para os corinthianos (poupança, investimentos, empréstimos, entre outros).

"A solução encontrada foi a ideal: conseguimos a participação em metade dos lucros gerados pela nossa base de torcedores nos próximos cinco anos e recebemos à vista o valor que necessitávamos para completar o ciclo de contratações de jogadores", defende-se o clube.

A polêmica teve início na madrugada desta sexta-feira, quando foi descoberta a ata de uma reunião do Conselho Administrativo do BMG no site do próprio banco. O documento data do último dia 15 e delibera que, na contratação do patrocínio à camisa do Corinthians, "deverão ser observadas as seguintes condições comerciais: taxa mínima de patrocínio no valor de R$ 12 milhões por ano", além da "taxa variável de patrocínio equivalente a 50% do resultado financeiro líquido auferido pelo Banco BMG com a contratação de referidos produtos". A ata saiu do ar após a repercussão do caso.