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Avelar superou queimadura e rejeição no Palmeiras

 
       
 

o lateral Danilo Avelar decidiu o clássico contra o Palmeiras no último sábado

 
  Por:

Voz da Fiel

05/02/2019 08:49:34  
       
 
 
 
       
   Avelar superou queimadura e rejeição no Palmeiras   
  Foto: Daniel Vorley/UOL  
       
  O gol marcado por Danilo Avelar contra o Palmeiras foi mais uma "página" de superação na vida do jogador mais pressionado do Corinthians. Em entrevista, Edilson Avelar, pai do jogador, disse que o seu filho está acostumado a superar adversidades desde criança. Corintiano de Paranavaí (PR), o advogado lembra que Avelar superou uma queimadura de 3º grau no pé direito aos cinco anos de idade e que foi rejeitado em uma avaliação no Palmeiras aos 17.

Os obstáculos nunca pararam Avelar. De rejeitado no arquirrival do Corinthians, ele chegou a atuar no futebol europeu, onde jogou no Schalke 04, da Alemanha, ao lado de Raul, ex-Real Madrid, e o goleiro Neur, hoje do Bayern de Munique e da seleção alemã. Antes disso, ele precisou plantar o próprio feijão para "matar" saudades da comida brasileira quando defendia o Karpaty Lviv, da Ucrânia, em 2010.

No entanto, a queimadura de 3º grau é algo insuperável para a família de corintianos quando o assunto é adversidade. O pai de Avelar, inclusive, fez questão de interromper a entrevista para que a mãe do jogador, Edna Avelar, explicasse o ocorrido.
 
      
 

 
  O curioso é que o acidente "transformou" Danilo Avelar em canhoto e, consequentemente, em lateral-esquerdo, pois ele começou a desenvolver a perna esquerda por receio de trabalhar com o pé queimado. Segundo Edna, Avelar foi brincar com dois amigos de fazer churrasco. A brincadeira com álcool deixou as três crianças hospitalizadas, inclusive, com queimaduras no rosto.

Avelar sofreu queimaduras na perna direita e demorou cerca de um ano para se recuperar. Neste período, ele utilizou até um skate para se locomover.

"Ele tinha cinco anos. Brincava com os vizinhos. Três meninos foram para casa de um vizinho e foram brincar de fazer churrasco. Pegaram lajotas e papelão. O menino foi e pegou um litro de álcool e lançaram fogo. Queimaram os três meninos. Escorreu o fogo, pois o álcool fez uma trilha. O fogo foi indo. Um queimou o rosto, o outro queimou as pernas. O Danilo queimou o pé inteiro e uma parte da perna. Foi queimadura de terceiro grau. A pele do pé dele é diferente do outro até hoje, uma cor diferente, mais fininha, mas não teve problema de movimentos. Foi horrível. Ele ficou sem andar um bom tempo, tratamento doloroso, o médico arrancava cascas. Ele jogava Futsal no São Lucas. Parou por um tempo de jogar. Ele tinha um skate e colocava a barriga no skate e ia empurrando para não ficar parado no período da recuperação, pois ele não podia colocar o pé no chão. Foi bem grave, um longo tratamento. Um ano de tratamento e dois meses bem graves", afirmou Edna.

"Com a insegurança de pisar com o pé direito, ele começou a desenvolver o esquerdo. Questão de sobrevivência. Usou o esquerdo. Tanto que ele escreve com a direita. Foi por essa situação", completou.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Samir Carvalho (UOL)