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Perdido e no limbo, Corinthians precisará redefinir logo seu norte em 2020

 
       
 

Timão se arrasta com apresentações medíocres e tira a paciência de seu torcedor

 
  Por:

Voz da Fiel

04/10/2020 10:20:36  
       
 
 
 
       
   Perdido  e no limbo, Corinthians precisará redefinir logo seu norte em 2020   
  Foto: Mauro Horita/Estadão  
       
 

O Corinthians precisa sair com urgência do limbo no qual se encontra. Sem identidade em uma temporada repleta de decepções, a falta de perspectiva da equipe assusta até o mais otimista dos corinthianos. Sem norte, as coisas naturalmente se complicam.

A falta de resultados nestes primeiros cinco jogos com apenas uma vitória praticamente minam as chances de Dyego Coelho ser o dono da bússola corinthiana. No sábado, o Timão empatou em 0 a 0 com o Bragantino e chegou à terceira partida sem vitória ou gols marcados.

É preciso parar de adiar o inadiável. Não se trata de incapacidade do interino, mas de circunstâncias. Coelho talvez seja o menos culpado.

 
      
 

 
 

Afinal, não montou esse elenco, não teve nove meses e praticamente duas pré-temporadas com o grupo e não toma decisões individuais cruciais dentro de campo, mas nitidamente não suportará a pressão de treinar esse time até o fim da Brasileirão.

Há um furacão vindo em direção ao Corinthians: a eleição. Marcado para 28 de novembro, o pleito definirá o próximo presidente do clube pelos próximos três anos. Quanto mais o dia se aproxima, mais difícil fica convencer um técnico experiente a assumir o clube em ebulição política.

 
 

 
 

Atualmente, o Timão figura a dois pontos da zona de rebaixamento e naturalmente precisa se preocupar com ela, mas em um campeonato ainda embolado, com distâncias próximas entre os blocos de cima e de baixo, ainda há tempo de sobra para um reação até fevereiro.

O que fazer?

O fracasso do projeto pensado em cima de Tiago Nunes deixou o Corinthians perdido entre voltar ao que foi no passado recente, com solidez defensiva, futebol por vezes chamado de chato, mas muito eficiente e vitorioso, e se lançar a um novo estilo, mais ofensivo e vistoso.

 
 

 
 

É preciso encontrar um novo caminho, se remontar.

Remontada que passa pela necessidade de ser fazer bem o básico dentro de campo. Aqui, vale um exemplo: com Coelho, a média de finalizações do Corinthians por jogo é de 12. O problema é que a média de chutes certos cai para três por partida.

Mais um exemplo: o time teve mais posse de bola do que os rivais em quatro dos cinco jogos com o interino. O problema é que taticamente não se achou. E vê peças importantes em uma terrível baixa técnica: Gil, Cantillo, Luan... A lista não é pequena.

 
 

 
 

Coelho tenta, mas não entrega o resultado que se espera dele. A insistência em defender o grupo de jogadores com afagos públicos em entrevistas parece não ser capaz de virar o jogo a seu favor.

A demora na resolução pode ser prejudicial a todos os envolvidos:

  • Para o futuro do interino, visto como um projeto a longo prazo pela diretoria do Corinthians, com capacitação acadêmica na CBF e histórico interno capazes de o transformar em boa opção em poucos anos
  • Para uma diretoria, que tenta emplacar o sucessor de Andrés Sanchez na presidência e vê a candidatura de Duílio Monteiro Alves em parte atrelada ao desempenho do time em campo
  • E para o grupo de jogadores, cada vez mais exposto diante dos fracassos recentes

 
 

 
 

Difícil saber o que esperar de um Corinthians com o pior primeiro terço de Brasileirão desde 2006, mas fácil saber que há no elenco ainda possibilidades interessantes a serem exploradas, principalmente os jovens jogadores, com ânimo suficiente para reaproximar torcida e time mesmo à distância.

A Fiel dificilmente estará no estádio para empurrar o time em campo neste 2020. A reação terá de vir em estádios silenciosos. Mas a mesma Fiel, bússola do Timão em tantas oportunidades, espera que o Corinthians redefina seu norte rapidamente.

 
      
   
 

 
 
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