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Mancini vê chance de Corinthians brigar por G-6 e diz que é cedo para ter Luan e Cazares juntos

 
       
 

Técnico reconhece que se precipitou ao escalar Jonathan Cafú e vê Timão em crescimento

 
  Por:

Voz da Fiel

26/11/2020 05:54:53  
       
 
 
 
       
   Mancini vê chance de Corinthians brigar por G-6 e diz que é cedo para ter Luan e Cazares juntos   
  Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians  
       
 

A vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, nesta quarta-feira, deu alívio e esperança ao Corinthians no Brasileirão. A equipe chegou a 29 pontos e se afastou da zona de rebaixamento, saltando para o nono lugar. Cauteloso, o técnico Vagner Mancini lembra que o Timão ainda pode perder posições com o complemento da rodada, mas vê chances de brigar por uma vaga na Libertadores de 2021.

Em entrevista após o triunfo sobre o Coxa, Mancini apontou crescimento no desempenho do Corinthians analisou a situação do time na classificação.

 
      
 

 
 

– Estamos felizes pelas seis posições, mas temos jogos a mais. Sonhamos diariamente e projetamos sempre o melhor para o Corinthians. Neste momento, a sequência de vitórias vai nos dar condição de brigar por outra situação. Nos últimos jogos, estamos em evolução. Podemos mirar chegar lá na frente, mas teremos trabalho. Não é do dia para noite que você soma pontos importantes e chega no G-4. É com trabalho, persistência. Mas faltam algumas vitórias para que definitivamente a gente saia dessa situação – comentou.

O comandante alvinegro foi questionado sobre a possibilidade de escalar os meias Luan e Cazares juntos e explicou que isso ainda não é possível.

 
 

 
 

– Eles podem jogar juntos, sim. O futebol também exige a parte técnica. Mas, para esse momento, talvez não. Tenho Cazares voltando de uma lesão, não está ainda 100% do que sabemos que pode executar, gradualmente vamos dando mais tempo a ele. Mas ele e Luan juntos seria bacana de ver jogar, só que para esse momento eu acho ainda cedo – ponderou.

Diante do Coxa, Mancini levou a campo uma escalação inédita, com três volantes (Gabriel, Xavier e Roni) e Lucas Piton atuando mais avançado, como um ponta pela esquerda. Segundo o treinador, as trocas tiveram relação com este jogo especificamente, e não necessariamente serão mantidas em outras partidas.

 
 

 
 

– A opção do Piton e do Roni foi por entender a partida, pela estratégia que foi montada. Não quer dizer que o Corinthians vai jogar sempre assim, existem jogos e jogos. Estudamos o Coritiba e vimos que era uma equipe que marca no bloco baixo, e nós não teríamos espaço. Então teríamos que ter jogadores técnicos, com força, mas técnicos. Não velocistas, pois não teríamos os espaços. Supostamente, a gente teria (espaço) se saísse na frente, e se tivesse em vantagem no segundo tempo. Foi o que aconteceu, quando optamos por Everaldo, por Gabriel Pereira, para que tivéssemos um pouco mais de velocidade na frente, já que a ideia do primeiro tempo era ter posse de bola e atacar com consciência, sabendo que teríamos de ter um time equilibrado. Fizemos um belo primeiro tempo, poderíamos ter decidido a partida – comentou o treinador.

Ao comentar sobre as constantes trocas no ataque, Vagner Mancini reconheceu que precipitou a estreia de Jonathan Cafú. O jogador entrou no segundo tempo da partida contra o Atlético-MG e foi titular contra o Grêmio, mas não saiu do banco no duelo contra o Coritiba.

 
 

 
 

– Não se tratam de testes, a gente vai ao longo do tempo conhecendo mais os jogadores, são 40 dias. Tempo pequeno para algumas coisas e um bom tempo para outras. Tenho tentado buscar informações diárias nos treinos e jogos, o jogo é um aprendizado grande quando você chega durante a competição. Tenho dado oportunidade para todo mundo. Quando eu escolher os 11, eles vão ter chance de iniciar a partida. Tenho o Otero, que hoje estava suspenso, testei nesta função que já havia feito nos treinos o Piton, tudo o que a gente faz nas partidas a gente testa antes. Vejo atletas com características para fazerem outras funções e dentro disso tentamos achar o melhor 11 para entrar forte nas partidas. O banco é importante, te dá opções na partida.

– A opção hoje de não usar o Jonathan Cafú foi porque eu, Mancini, acelerei o processo com ele. E não posso ser injusto com o atleta, o Jonathan Cafú na semana do Atlético-MG estava fora do banco, e quando perdemos Vital e Jô ele se prontificou a entrar mesmo não estando em condições. E eu acabei utilizando o atleta de uma forma precipitada, eu tenho que falar isso. Tenho que dar a ele um tempo de preparação. Ele vinha sem jogar por bastante tempo e isso pode atrapalhar sua passagem no Corinthians, é bom dar essa explicação. Mas pode retomar, entrar nas partidas, acho difícil neste momento sair jogando, mas pode entrar para ter a condição de brigar em igualdade com outros atletas – argumentou o treinador.

 
 

 
 

– Vi o Corinthians sofrendo um pouco na parte física no final do jogo, talvez em função do jogo diante do Grêmio, que jogamos boa parte da partida com dez homens e depois com nove e não foi no finalzinho. Tivemos de administrar a carga de treinamentos na segunda e na terça-feira para que os jogadores estivessem inteiros. Foi um ótimo desempenho no primeiro tempo, físico, tático e técnico. Na segunda etapa a equipe sentiu, eu sabia que teria de fazer as cinco substituições e elas foram pensadas ao longo do jogo, mas também antes. Sabíamos que talvez alguns chegassem à exaustão antes dos 90 minutos.

O Corinthians folga no final de semana e volta a campo na quarta-feira, diante do Fortaleza, fora de casa.

 
      
   
 

 
 
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