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Mancini trabalha psicólogo e instabilidade no Corinthians de olho na reação

 
       
 

Técnico do Corinthians vai para o quinto jogo hoje (31), às 19h, contra o Internacional, na Neo Química Arena

 
  Por:

Voz da Fiel

31/10/2020 07:29:37  
       
 
 
 
       
   Mancini trabalha psicólogo e instabilidade no Corinthians de olho na reação   
  Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians  
       
 

O Corinthians tem uma série de problemas para resolver dentro de campo. Eles vão desde o excesso de erros em passes, chutes e lançamentos, passam pela queda técnica de referências do elenco e chegam até ao ajuste do modelo de jogo sem centroavante. Mas boa parte das dificuldades que o técnico Vagner Mancini enfrenta neste momento de instabilidade está nos bastidores.

"Eu vou em busca das soluções, seja de uma forma agradável ou não", desabafou o treinador em sua última declaração pública antes de enfrentar o Internacional hoje (31), às 19h, na Neo Química Arenam pela 19ª rodada do Brasileirão. Desde então, além de decisões em campo que envolveram até o afastamento do lateral-esquerdo Sidcley, ele revive um lado psicólogo que é sua marca ao longo da carreira.

 
      
 

 
 

Gestão de crise é um termo que já faz parte de seu vocabulário. No Santos de 2009, por exemplo, uma troca de agressões físicas entre o goleiro Fábio Costa e o zagueiro Fabiano Eller caiu em seu colo. De acordo com dirigentes da época, a condução do caso foi elogiável.

No Vasco, em 2010, houve a contratação de uma profissional da área para ajudar o técnico a montar perfis psicológicos de jogadores, como o polêmico meia Carlos Alberto. No Cruzeiro de 2011, o trabalho de salvação do rebaixamento também contou com preocupações mentais, como ele disse na época.

 
 

 
 

"Ir para o campo e dar treino é fácil. O mais difícil é administrar 28 cabeças diferentes, ter de atuar como psicólogo, pai, amigo, ditador, às vezes passar a mão na cabeça."

Mancini já disse que o Corinthians representa a "grande chance da carreira" e a recuperação de dois pilares do elenco pode ser fundamental para cumprir o desafio. Cássio e Fagner, que têm desempenho abaixo da média em 2020, são razões de atenção internamente. O goleiro, por exemplo, não é tão questionado desde 2016 — quando chegou a ir para a reserva.

 
 

 
 

Ambos estão no alvo até mesmo da torcida, com memórias recentes de ameaças durante desembarque em aeroporto, protesto no CT e redes sociais. O filho de Fagner de 10 anos chegou a ser atacado no Instagram. Nesse contexto de emoções à flor da pele é que o treinador e sua comissão agem para evitar que a situação saia do controle.

Na derrota em casa para o América-MG, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o gol foi consequência de uma saída errada de Cássio que encontrou o atacante do adversário nas costas de Fagner pela direita. Há muito o que ser consertado, em campo e fora.

 
      
   
 

 
 
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