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Benfica não dá aval e Corinthians não consegue antecipar dinheiro da venda de Pedrinho

 
       
 

Timão tenta obter socorro financeiro há mais de cinco meses, mas não tem sucesso

 
  Por:

Voz da Fiel

05/10/2020 09:21:26  
       
 
 
 
       
   Benfica não dá aval e Corinthians não consegue antecipar dinheiro da venda de Pedrinho   
  Foto: Estadão  
       
 

Após idas, vindas, trocas de farpas e negociações que já se arrastam há cinco meses, o Corinthians segue sem conseguir antecipar os quase R$ 120 milhões referentes à venda do meia Pedrinho para o Benfica, de Portugal.

O dinheiro é visto como um importante socorro financeiro para o Corinthians, que só não enfrenta situação ainda mais difícil porque conseguiu vender o lateral-esquerdo Carlos Augusto por R$ 25,7 milhões ao Monza, da Itália. O valor foi recebido à vista em setembro e serviu para pagar três folhas salarias do elenco que estavam atrasadas.

Em contrato, os portugueses acordaram o pagamento diretamente ao Corinthians apenas em 2021. Porém, com o negócio já fechado, o Timão tenta receber agora o valor integral junto a um banco.

 
      
 

 
 

A diretoria alvinegra culpa o Benfica por não conseguir a antecipação do dinheiro. O clube português teria de assinar uma nota promissória como garantia à instituição financeira com a qual o Timão tem um acordo. Isso ainda não aconteceu e, assim, os valores não são liberados.

A medida é vista como uma retaliação do Benfica, que está em litígio com o Corinthians. A má relação entre os clubes foi externada pelo presidente alvinegro, Andrés Sanchez, no mês passado, ao Fox Sports.

– P... que pariu esse cara, pensa que tem o rei na barriga, esse filho da mãe – disse, em referência a Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

 
 

 
 

A confusão se deu por conta da desistência do Corinthians de contratar Yony González por 3 milhões de euros. Por conta disso, em agosto, a venda de Pedrinho passou de 20 milhões de euros para 18 milhões.

– Ele (presidente do Benfica) tinha de dar uma carta ao Corinthians para o Corinthians ter acesso a antecipação da venda (do Pedrinho) nos bancos. A uma certa altura, vimos no contrato que o Yony tinha de fazer cinco jogos para efetuarmos a compra. Com a pandemia, o Yony só tinha feito quatro jogos. Enviei um e-mail para ele, em português com certeza, para ele entender que, se ele não desse essa carta, íamos devolver o Yony – contou Andrés, antes de prosseguir.

 
 

 
 

– Ele não deu a carta, nós devolvemos o Yony. Ele ficou nervoso, deu uns ataques, e quis descontar do Pedrinho os 3 milhões de euros. Não aceitei. Quando falamos do Pedrinho, a oferta era de 15 a 18 milhões, e como íamos pagar 3 pelo Yony, ele queria pagar 17. Não aceitamos. Depois teve um acordo, ele pagou 18 milhões de euros pelo Pedrinho. Foi essa a negociação. Mas ele tratou muito mal o Corinthians, faltou com respeito, mas faz parte. Não é a primeira vez. Já na venda do Elias na época, ele pensa que é o presidente do planeta, mas ele é simplesmente o presidente do Benfica. Ele acha o clube dele muito grande, e o Corinthians pequeno. Achou que éramos terceiro mundo, do Brasil – disparou o mandatário corinthiano.

 
 

 
 

Quando refez o acordo com o Benfica, o Timão divulgou uma nota oficial em que dizia que "com os novos termos já assinados e em mãos, o Corinthians procederá imediatamente à antecipação dos valores referentes a Pedrinho." Porém, 47 dias já se passaram, e o clube não conseguiu receber.

Assim como aconteceu com boa parte dos clubes brasileiros, o Corinthians foi prejudicado financeiramente pela pandemia do coronavírus. O clube vem tendo dificuldades no fluxo de caixa e tem dívida próxima de R$ 1 bilhão.

 
      
   
 

 
 
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