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Walter diz que Timão voltará a ser o Corinthians que era antes

 
       
 

substituto de Cássio, o goleiro chega ao 11º jogo neste Campeonato Basileiro

 
  Por:

Voz da Fiel

05/09/2018 08:19:16  
       
 
 
 
       
   Walter diz que Timão voltará a ser o Corinthians que era antes   
  Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians  
       
  Litoral ou interior?

Hospedado num hotel à beira-mar em Fortaleza, palco da partida do Corinthians contra o Ceará nesta noite, às 20h (de Brasília), pela 23ª rodada do Brasileirão, o goleiro Walter nem pensa duas vezes para responder:

– Interior... Ah, cara, vivo lá. Gosto da tranquilidade, tem menos violência, sou muito mais a terra roxa. Nas férias eu até saio para outros lugares, mas prefiro ficar na minha cidade. Minha mulher até briga comigo – relata o goleiro de 30 anos, nascido em Jaú, no interior de São Paulo.

Substituto de Cássio, que vem viajou para o Ceará por conta das dores no quadril que persistem em incomodar, o goleiro reserva fará os seu 11º jogo de Brasileirão neste ano, o segundo seguido como titular – Cássio fez 13 no torneio, perdendo muitos no período em que esteve com a Seleção.

Uma mudança que tem sido natural e não tem deixado o torcedor do Corinthians preocupado, já que o nível de atuação dos dois goleiros costuma ser bem parecido.

– Falei até saindo do último jogo (empate por 1 a 1 contra o Atlético-MG), que a comparação que é feita entre eu e o Cássio para mim é motivo de felicidade. Por tudo o que ele ganhou e conquistou, vendo o que ele faz dentro e fora de campo, essa igualdade que colocam é motivo de felicidade.
 
      
 

 
  Walter aparece como o quinto goleiro de maior média de defesas difíceis: foram 20 em dez jogos, média de dois por jogo. Cássio, em 13 jogos, fez 21 (1,61 por jogo). Com muitas mudanças no time, Walter entende a maior vulnerabilidade da defesa.

– Saíram "n" jogadores, quase um time todo, mas faz parte. Em 2016 também foi assim, um ano complicado com saída e chegada de jogadores, e o time tem que se unir cada vez mais. Nossas últimas partidas foram excelentes, claro que a saída da Libertadores (vitória por 2 a 1 contra o Colo-Colo) não foi boa pelo primeiro jogo (derrota por 1 a 0), mas estamos voltando a ser o Corinthians que éramos antes, com bastante marcação e pegada. Temos que conseguir uma boa sequência de resultados.

Confira o resto do papo com Walter:

Como é voltar a jogar com mais frequência após um 2017 de lesões?

Walter: O ano passado foi o ano inteiro de lesão, no começo com a costela e depois com o adutor, Esse está sendo um ano bom, claro com uma oscilação de vitórias e derrotas, o que é normal, mas fico feliz com o que tenho apresentado. Claro que, com as vitórias seria muito melhor, o reconhecimento seria melhor.

Qual a sua avaliação pessoal?

A cada jogo que passa a evolução vai aumentando, é o que sempre falo de ritmo de jogo, quanto mais jogos você faz, mais você entra tranquilo para jogar e ajudar a equipe da melhor forma.

O que o time precisa fazer para voltar a sofrer poucos gols?

Voltar a fazer o que a gente fazia no começo do ano: marcação forte, com dedicação na hora de entrar nas linhas da bola, com nossos pontas ajudando bastante. Nos últimos jogos já aconteceu isso. Na Libertadores mesmo nós caímos de pé (contra o Colo-Colo). É seguir esse caminho. No empate contra o Atlético-MG, mudamos seis titulares e tivemos muita entrega e dedicação.

Como você se sente aos 30 anos? Muita coisa para realizar ainda?

Tem muita coisa para realizar ainda, desde a vida pessoal. Estou numa idade superboa, me sentindo superbem, depois da última lesão (no tendão adutor da perna direita) eu até voltei melhor em questão física. Tenho que seguir trabalhando para aproveitar nas oportunidades que aparecem.

São 16 pontos para o líder São Paulo. O quanto é ruim jogar um campeonato com essa distância da ponta?

Está distante, é difícil. No ano passado, quando éramos líderes, também ficou distante para os outros times, mais no final do campeonato que deram uma apertada na gente. Mas o que temos que fazer é buscar os pontos, vencer, tentar buscar a vaga na Libertadores, ficar lá em cima. E ninguém sabe como será, tem jogo para caramba ainda, se a gente conseguir uma sequência de vitórias podemos entrar no bolo de cima também. Eles podem perder também, no ano passado a gente ficou uns jogos sem perder, e o Palmeiras encostou. Ainda tem muita coisa para rolar.

Qual o risco de pegar o Ceará, penúltimo colocado, mas que vem de bons jogos?

Não tem time fácil no Brasileirão. Vencemos o Paraná em casa, mas por 1 a 0 num jogo difícil, chato, um time que buscou contra-ataques. Não vai ser diferente. Eles ganharam do Flamengo, temos que estar atentos no que eles têm de melhor e repetir o que a gente vem fazendo nos últimos jogos.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Marcelo Braga (Globo Esporte)