VOZ DA FIEL

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  Voz do Passado Campeão dos Campeões  
       
  Estamos iniciando uma série de matérias para contar um pouco mais sobre a trajetória que fez do Sport Club Corinthians Paulista, a paixão de todos nós corinthianos, a se tornar um dos clubes mais vitorioso e respeitado no mundo e o clube mais popular do Brasil.

Para isso, nada melhor do que começarmos dando voz à história do hino do clube, “Campeão dos Campeões”.
 
  Por: Voz da Fiel 28/07/2018 06:12:58  
       
 
 
 
    
     
  Foto: Voz da Fiel  
       
  Durante as duas primeiras décadas de existência o Corinthians não possuía um hino oficial e na década de 1930 foi oferecida uma marchinha ao então presidente do clube, Felipe Colonna, com a letra de Eduardo Dohmen, música de La Rosa Sobrinho, gravado por Guarani e Pirajá pela Parlophon Records que para os padrões da época foi considerado bem gravado e bem orquestrado.

Mas vamos à letra do nosso primeiro hino:

Lutar… Lutar…
É nosso lema sempre, para a glória.

Jogar… Jogar…
E conquistar os louros da vitória.
E proclamar nosso pendão.
É alvinegro e sempre há de brilhar.

Lutar, viril
Para a grandeza e glória do Brasil.
Corinthians… Corinthians…

A glória será teu repouso
E nós unidos sempre…
Elevaremos teu nome glorioso.


Um pouco mais sobre os personagens citados na história do primeiro hino:

O presidente Felipe Colonna esteve como mandatário principal do clube apenas no ano de 1930, como sucessor de José Tripaldi (1929 a 1930) e sendo sucedido no mesmo ano de 1930 por nada mais nada menos que Alfredo Henrique Oscar Schürig (1930 a 1933) um dos principais presidentes da história do Corinthians que contribuiu financeiramente com o clube de forma a viabilizar o pagamento do terreno do Parque São Jorge junto aos antigos proprietários. Nós não iremos entrar em mais detalhes sobre a vida desse empresário de origem alemã, que em sua homenagem o estádio da Fazendinha leva o seu nome. Em breve, publicaremos a voz do passado contando a sua história.
 
      
 
 
 
  Passamos agora para a década de 1950, quando o radialista brasileiro Benedito Lauro D Ávila (1952) compôs a letra do atual hino oficial do Sport Club Corinthians Paulista. A composição logo conquistou a confiança dos torcedores e se tornou muito popular, mais popular do que o primeiro hino oficial do clube alvinegro. Esse apoio dos torcedores foi um fator decisivo para a música tornar-se o hino oficial do Corinthians.

Algumas curiosidades da época:

- Segundo o jornalista Adelino Ricciardi, responsável pela revista Corinthians ao longo da década de 50, Lauro D Ávilla (que não era músico) foi de fato o autor da letra: “Campeão dos Campeões”, mas a composição musical contou com a participação decisiva de outro corinthiano, o compositor, maestro de banda e clarinetista paulista Edmundo Russomanno. O casamento foi perfeito, juntando o brilhantismo da letra de Lauro D Ávilla e arranjos musicais fantásticos do maestro Edmundo Russomanno.

- Outro fato muito curioso e um tanto inusitado é que Lauro D Ávilla foi muito elogiado na época por sua letra brilhante que retratava bem o Corinthians, ele então foi sondado pelo Palmeiras para compor o hino do clube. Lauro D Ávilla se recusou, alegou como motivo não conseguir definir o time, pois não lhe causara nenhuma emoção.

Um pouco mais sobre os personagens citados na história do segundo hino:

Benedito Lauro D Ávila, radialista brasileiro como já mencionado, apresentou o programa de calouros "Quá-Quá Quarenta", da Rádio Record em São Paulo.

Edmundo Russomanno nasceu em Bragança Paulista, mas passou sua infância em Atibaia, onde desde a mais tenra idade atuou como clarinetista na banda local. Sua obra musical contempla vários gêneros, tais como peças sacras (missas, Ave Maria composta em 1949), além de valsas, choros, dobrados (como O Órphão), sambas (para piano solo e para banda, como o Samba do Crioulo), hinos como o Canto dos Bandeirantes no ano da Revolução Constitucionalista, a composição musical do Hino do Corinthians e ainda exemplares sinfônicos, como a Primavera - fantasia concertante para clarineta e orquestra (1929). Todo o acervo de obras musicais (manuscritos e impressos) de Edmundo Russomanno está hoje depositado no Centro de Memória das Artes do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Chegou a ser votado pelo Júri Folha em uma eleição da personalidade mais ilustre da história de Ribeirão Preto.

Vamos encerrar essa matéria com a letra do nosso hino oficial, “Campeão dos Campeões”:

    Salve o Corinthians!
    O campeão dos campeões.
    Eternamente dentro dos nossos corações;
    Salve o Corinthians! De tradições e glórias mil...
    Tu és orgulho, dos desportistas do Brasil.

    Teu passado é uma bandeira
    Teu presente é uma lição;
    Figuras entre os primeiros
    Do nosso esporte bretão.

    Corinthians, Grande!
    Sempre Altaneiro
    És do Brasil, o clube mais brasileiro.

    Salve o Corinthians!
    O campeão dos campeões.
    Eternamente dentro dos nossos corações;
    Salve o Corinthians! De tradições e glórias mil...
    Tu és orgulho, dos desportistas do Brasil.

    Salve o Corinthians!
    O campeão dos campeões.
    Eternamente dentro dos nossos corações;
    Salve o Corinthians! De tradições e glórias mil...
    Tu és orgulho, dos desportistas do Brasil.


Observação: confesso que toda vez que leio essa letra a musica é tocada dentro da minha cabeça!