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Veja por que os meias podem decidir o Majestoso

 
       
 

artilheiros de São Paulo e Corinthians chegam ao clássico deste sábado como protagonistas

 
  Por:

Voz da Fiel

20/07/2018 08:48:21  
       
 
 
 
       
   Veja por que os meias podem decidir o Majestoso   
  Foto: Web/Voz da Fiel  
       
  São Paulo e Corinthians se encontram neste sábado pela primeira vez desde a semifinal do Campeonato Paulista. E há motivos de sobra para acreditar que o clássico no Morumbi, às 21h (de Brasília), válido pela 14ª rodada do Brasileirão, pode ser decidido pelos mesmos protagonistas dos últimos Majestosos: Nenê e Rodriguinho.

Foram eles os autores dos gols nas duas partidas do mata-mata estadual. Nenê anotou na vitória do Tricolor por 1 a 0 no duelo de ida, e Rodriguinho brilhou nos acréscimos do jogo da volta – o Timão devolveu o resultado e passou para a final nos pênaltis.

Mas a confiança nos meias não se deve apenas ao que fizeram no passado: a fase atual vivida por eles é muito boa. Nenê e Rodriguinho, além dos principais responsáveis pela criação de jogadas de São Paulo e Corinthians, são os artilheiros de suas equipes na temporada.

Experiência e liderança

Pouco badalado, Nenê chegou ao São Paulo no fim de janeiro deste ano. Por causa dos quase 37 anos quando foi apresentado, havia incertezas sobre as condições de jogo em alto nível do meia.

Com a troca de comando técnico no início de março, de Dorival Júnior para Diego Aguirre, não demorou para Nenê dar amostras que era o jogador que o Tricolor precisava para levar experiência, inteligência e poder de decisão para dentro de campo. Acostumado a deixar os companheiros na cara do gol, ele assumiu uma outra função no clube paulista: a de goleador.

Com o auxílio de Everton e Diego Souza, o meia alavancou a média de gols em comparação ao ano passado, quando ainda atuava pelo Vasco. Em 2017, Nenê anotou 11 gols em 49 jogos. Com a camisa do São Paulo, já são dez gols em 30 partidas e a liderança do quesito no elenco.

Um deles, inclusive, sobre o rival deste sábado, foi importante para recuperar o brio tricolor. Pelas semifinais do Campeonato Paulista, Nenê marcou o gol da vitória no jogo de ida e quebrou um tabu de 12 jogos sem vitória do São Paulo sobre o Corinthians em mata-mata – esse jejum durava 16 anos.
 
      
 

 
  O clube do Morumbi foi eliminado no jogo de volta, mas o triunfo talvez tenha sido um divisor de águas para o São Paulo no ano, mostrando que o time era capaz de brigar por coisas maiores na temporada. Chega agora neste novo momento podendo assumir a liderança do Brasileirão.

Outra contribuição importante que Nenê deu ao São Paulo foi na união do elenco. Durante os treinos e viagens, o são-paulino é o mais extrovertido e sempre aparece sorrindo. Com ele, em relação aos anos anteriores, o clima no CT da Barra tem sido mais leve.

Joga e faz jogar

Nem sempre as estatísticas explicam os jogos de futebol ou o desempenho de atletas. Mas os números de Rodriguinho são incontestáveis e ajudam a entender a importância dele para o Corinthians.

O camisa 26 é o artilheiro da equipe em 2018, com 11 gols, e também quem mais deu assistências, 7 no total. Ou seja, 30% dos 60 gols do Timão nesta temporada passaram pelos pés dele.

O jogo corinthiano passa pelos pés de Rodriguinho e isso ficou claro nos últimos jogos do Brasileirão antes da pausa para a Copa do Mundo. Com o meia em baixa, o Corinthians venceu apenas um dos sete últimos jogos.

Coincidência ou não, ele caiu de desempenho após saber que estava fora da lista de convocados para a Copa do Mundo e enfrentou um jejum de gols. Porém, após férias, ele voltou melhor nos amistosos durante a intertemporada e desencantou na última quarta-feira, quando marcou um golaço diante do Botafogo, na vitória por 2 a 0.

– Estava com saudade de marcar, de jogar na arena diante da nossa torcida, das vitórias também. Foi importante a gente ganhar e eu voltar a marcar para nos dar confiança para o resto da competição – comemorou.

O retrospecto de Rodriguinho em clássicos dá ainda mais esperanças à Fiel. Ele já marcou quatro vezes diante de rivais neste ano. Vem mais no Majestoso?
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Bruno Cassucci (Globo Esporte)