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Sem Maycon e Renê Jr Loss tem cobertor curto no meio

 
       
 

depois de ter Maycon e Renê Júnior como opções de segundo volante até a parada da Copa do Mundo, o Corinthians hoje vive um dilema nessa função que se tornou importante no modelo de jogo adotado pela equipe nos últimos anos

 
  Por:

Voz da Fiel

02/09/2018 10:11:58  
       
 
 
 
       
   Sem Maycon e Renê Jr Loss tem cobertor curto no meio   
  Foto: Reprodução/Internet/Voz da Fiel  
       
  O primeiro foi vendido ao Shakhtar, o segundo se lesionou com gravidade e, agora, Osmar Loss se vê em espécie de cobertor curto quando não tem Douglas à disposição. O cenário se repetiu no empate de sábado com o Atlético-MG em 1 a 1.

A dupla entre Gabriel e Ralf, concorrentes na vaga de primeiro volante, foi novamente escalada pelo treinador, que já havia adotado a mesma formação em derrota em casa para o Grêmio. Sem muita confiança no jovem Thiaguinho, que até pouco tempo atuava na segunda divisão paulista, e com Paulo Roberto às voltas com lesões, Loss só tinha essa alternativa mais defensiva. Ou outra considerada ousada, com Mateus Vital e Araos em um sistema 4-1-4-1. Foi o time escalado em derrota para a Chapecoense.

A falta de um jogador equivalente a Douglas faz com que Loss se divida entre uma formação muito defensiva no setor ou outra que pode ceder espaços. "Muitas vezes a escolha passa pelo adversário. O Cazares flutua na região e consideramos a melhor formação pelos cuidados defensivos. Gabriel cumpriu uma função ofensiva interessante, se projetando pelo lado direito. Claro que ele não vai fazer o mesmo papel do Jadson. Eu poderia ter colocado o Vital, talvez, mas a intensidade na marcação na saída de bola do Atlético a gente perderia. Roubamos 12 bolas no campo do Galo. Esse pedaço do jogo funcionou".
 
      
 

 
  Loss admitiu ainda que falta uma alternativa nessa posição, mas o clube não deve mais ir ao mercado nesse ano. "O segundo volante a gente está com dificuldade de ter um jogador com a característica do Douglas. Até demoramos para encontrar ele. São situações em que escolhemos um caminho. Em Chapecó, utilizamos só o Gabriel porque a Chape usava um caminho mais por fora, sem flutuações. O Galo flutua muito por dentro. Precisamos de jogadores que cumpram uma orientação de se posicionar nesses espaços", comentou.

A consequência desse cenário, no empate dentro de casa, foi um time que conseguiu roubar as bolas à frente, mas poucas vezes foi criativo com seus volantes. "Faltou criação, sim. Poderíamos ter melhorado o terço final. Talvez jogar um pouco mais pelo lado", analisou. "Pensamos, sim, (em retirar Gabriel ou Ralf). Avaliamos que o adversário era perigoso ali. Colocar um jogador mais ofensivo na função para mexer nos dois mexeria em uma estrutura que defensivamente não deu errado. A fase defensiva hoje não foi ruim, foi boa. O primeiro passo para vencer é não perder", analisou o treinador.

Chave dentro desse cenário, Gabriel já foi meia no início da carreira, pelo Paulínia, e um volante com mais chegada ao ataque nos tempos de Botafogo. Após quatro anos no futebol paulista, porém, se habitou a destruir mais que construir. Para ele, as coisas podem melhorar com o tempo.

"De três ou quatro anos da minha carreira para cá, joguei duas vezes na função de segundo, que foi com o Ralf. Requer mais tempo, entrosamento, não temos tempo para treinar. Não treinamos essa minha função de sair mais, chegar como elemento surpresa, mas tentamos fazer o melhor. Já fiz a função muito tempo atrás e hoje em dia jogava em função de primeiro. É tentar treinar nessa função para evoluir e ajudar o time. Fiz gols aqui em infiltração, tem lances em que posso ser aproveitado nessa função", declarou.
 
      
   
 

 
 
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