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Mano Menezes derrubou paredes para reconstruir Corinthians

 
       
 

Mano Menezes lembra que começou a montar o Corinthians campeão quebrando uma parede da Fazendinha

 
  Por:

Voz da Fiel

10/12/2018 15:41:16  
       
 
 
 
       
   Mano Menezes derrubou paredes para reconstruir Corinthians   
  Foto: Reprodução/Internet/Voz da Fiel  
       
  Mano chegou ao Parque São Jorge no início de 2008: "No primeiro momento foi muito difícil. Terra arrasada, fundo do poço, segunda divisão. Uma condição muito ruim de gramado, de vestiário. Começamos a transformação dentro da própria Fazendinha: abrimos paredes, fizemos academia nova, vestiários novos. Idealizamos algumas transformações que melhoraram o ambiente de trabalho do dia a dia, que era muito ruim quando a gente chegou".

Para ele, a reconstrução do Corinthians começou ali, com uma parede derrubada. "O ambiente de trabalho é uma coisa importante. Você se sentir bem onde está aumenta sua capacidade de produzir. E o jogador depende disso. O jogador é um artista. Se estiver mal, não sai nada. Se estiver bem, temos boas chances de que saiam coisas boas. Foi o primeiro de grandes passos".

Em 2009, o time já começou a treinar no CT atual, no Parque Ecológico, na zona leste de São Paulo, mas a realidade era bem diferente. "Tínhamos dois campos de futebol e contêineres improvisados como vestiários onde nós trocávamos de material. Eram cinco chuveiros para todos os jogadores. E um para o técnico. Quando os cinco dos jogadores eram ligados, não tinha água para o do técnico".

Mano fez parte da reforma do CT: "Nós discutimos a construção do CT, como foi feito, juntamente com o doutor Joaquim Grava. Fizemos vinte reuniões para decidir a estrutura, buscamos informações em outros lugares, trazíamos a nossa experiência de outros clubes, discutimos ah, isso fica melhor dessa maneira, isso não, isso tira".
 
      
 

 
  Montamos um bom time para a série B em 2008. Melhoramos em 2009. E foi nesse ano que veio o título da Copa do Brasil, ganhamos o Campeonato Paulista invicto, veio a classificação para a Libertadores de 2010. Foi uma evolução que, depois, teve sequência com o Tite.

Politicamente, os times têm fases mais ou menos conturbadas. Mas, profissionalmente, o Corinthians passou por uma transformação gigantesca. E, na minha opinião, é essa estrutura profissional que dá a sustentação para o sucesso que veio daí pra frente.

A chegada de Ronaldo

"A chegada do Ronaldo também influenciou muito nessa mudança de patamar. O Corinthians tinha 30 milhões de patrocínio na época. Total. Com a chegada do Ronaldo, passou pra 120 milhões em um ano. Só isso já dá uma ideia de transformação. Na época, isso era uma transformação significativa. Isso começou a gerar uma transformação bastante grande".

A volta do Corinthians

No fim de 2013, Mano Menezes voltou ao Corinthians. Novamente a missão era reformular o time, mas em uma situação totalmente diferente da anterior. O clube vinha do ciclo mais vencedor da sua história, com as conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, e precisava seguir em frente.

"O mais difícil nessa hora é quebrar o sentimento de gratidão que existe com os jogadores que viraram ídolos, campeões, vencedores. Com o técnico que conseguiu isso é mais difícil ainda. O técnico que chega é um cara mais antipático, que vai querer falar outras coisas que a gente não estava ouvindo".

Mano precisou renovar o elenco, o que não foi fácil

"É muito necessário esse momento. Em alguns casos, é traumático. Você tem que abrir mão de jogadores campeões do mundo, mostrar que eles devem seguir a vida em outros lugares, trazer novos jogadores famintos que querem vencer e fazer uma trajetória semelhante àqueles que estão saindo. É um processo de novo de renovação, que tem desgaste bastante grande porque existe uma reação muito mais forte das pessoas de modo geral".

Mano relembra que encontrou o Corinthians com outra mentalidade. "O Corinthians estava saindo do ciclo mais vencedor da história do clube. E as pessoas estão diferentes. O Mancha, que trabalhava na lancheria, se sentia campeão do mundo. Então todos no clube eram campeões do mundo. E as pessoas já não aceitavam mais as mesmas coisas que você dizia antes, da maneira como você dizia".

"Elas também têm outras opiniões. O clube tem outra exigência, o torcedor tem outra exigência porque antes era sair da segunda divisão. Agora é ser de novo campeão da Libertadores, do mundo...essas coisas que são naturais. Então você também tem que entender que o momento é diferente".
 
      
   
 

 
 
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