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Loss enfrenta seu antigo time

 
       
 

o novo técnico do Corinthians teve dez partidas como técnico do time principal do Colorado. Encarou Gre-Nal, decisão da Recopa, Barcelona e Milan

 
  Por:

Voz da Fiel

27/05/2018 08:51:54  
       
 
 
 
       
   Loss enfrenta seu antigo time   
  Foto: Marcos Ribolli/Globo Esporte  
       
  Osmar Loss estreou como técnico do time principal do Corinthians nesta quinta-feira, em derrota por 1 a 0 para o Millonarios, da Colômbia, pela Libertadores. E agora parte para seu primeiro desafio no cargo pelo Brasileirão. O adversário deste domingo, às 16h, é o Inter no Beira-Rio – justamente o clube e o estádio onde teve mais vivências fora da base.

O treinador comandou o time profissional do Colorado em duas ocasiões, em 2011 e 2012. E viveu momentos importantes: substituiu ídolos do clube, enfrentou potências mundiais e lidou com a irritação da torcida.

A primeira experiência foi em 2011. O Inter demitiu Falcão depois de eliminação na Libertadores e maus resultados no Brasileiro, e Osmar Loss foi chamado para cuidar da equipe.

Na época, ele era técnico do time sub-23. Tinha retornado naquele ano ao clube, de onde saíra em 2009 recheado de títulos na base – com destaque para a conquista do Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2006, marcado pelo surgimento de Alexandre Pato, com 16 anos.

Entre a saída e o retorno ao Inter, Loss teve passagem apagada no time profissional do Juventude e foi trabalhar na base do Fluminense. Sua volta ao Beira-Rio foi anunciada no dia 4 de julho; no dia 21, ele já comandava a equipe principal em vitória de 3 a 1 sobre o Avaí em Florianópolis; e, no dia 26, enfrentava o Barcelona.

Calhou de Loss ser o técnico do Inter na Copa Audi, na Alemanha. Em seu segundo jogo como comandante do time principal do Colorado, ele enfrentou Pep Guardiola. Empatou por 2 a 2. No dia seguinte, pegou o Milan: novo empate por 2 a 2. No time italiano, curiosamente, estava Pato, seu antigo pupilo. Ele fez um gol. Ibrahimovic fez o outro.

Loss voltou ao Brasil com moral. Mas os resultados não acompanharam a empolgação. Empate em casa com o Atlético-GO e derrota fora para o Fluminense começaram a colocar pressão sobre o interino, que respondeu com vitória sobre o Cruzeiro, mas depois perdeu para o Independiente, pela Recopa Sul-Americana, e encerrou sua experiência com empate por 1 a 1 com o Bahia. Passado quase um mês da saída de Falcão, o Inter anunciou Dorival Júnior.
 
      
 

 
  Osmar Loss lidou com reclamações da torcida. Foi criticado pelo que seria uma ideia de jogo defensiva em exagero, firmada na escalação de três volantes. E, com isso, não conseguiu convencer a diretoria a efetivá-lo – foi uma ideia que chegou a passar pela cabeça dos dirigentes.

Acabou retornando para o time sub-23, de onde foi novamente resgatado um ano depois. E para ocupar o espaço deixado por outro ídolo do clube: Fernandão.

Faltando duas rodadas para terminar o Brasileirão, com o vestiário em frangalhos, com o capitão do título mundial desabando em lágrimas após ser demitido, Osmar Loss foi chamado para uma missão emergencial: encerrar com honra o Brasileirão, o que incluía o Gre-Nal da última rodada, carregado de simbolismo por ser o último clássico do estádio Olímpico, em vias de ser substituído pela nova arena do Grêmio.

Ele assumiu a equipe contra a Portuguesa, no Beira-Rio, na penúltima rodada. Perdeu por 2 a 0. E foi para a partida final com um objetivo muito claro: evitar a festa do rival.

E agora a missão de Osmar Loss é substituir Carille no Corinthians. Ele diz que se sente mais preparado do que quando comandou o Inter.

– Com certeza, muito mais preparado e maduro. A situação no Inter, quando assumi interinamente, foi após a saída do Falcão. O período mais longo foi em 2011, na Copa Audi, enfrentamos o Barcelona... O presidente chegou a conversar comigo se eu me sentia preparado. Falei que se tivesse apoio, seria capaz, pelo conhecimento. Optaram pelo Dorival, que fez um trabalho bacana. Mas, neste momento, estou melhor preparado no aspecto profissional e emocionalmente para fazer um bom trabalho – disse o treinador quando foi apresentado como substituto de Carille.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: André Hernan (Globo Esporte)