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Geração de ouro do Corinthians tenta emplacar 4º elemento após Malcom e cia

 
       
 

Mantuan será o lateral em ausência de Fagner, suspenso e também lesionado

 
  Por:

Voz da Fiel

01/09/2018 13:34:34  
       
 
 
 
       
   Geração de ouro do Corinthians tenta emplacar 4º elemento após Malcom e cia   
  Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians  
       
  O título paulista conquistado em jogo contra o São Paulo não foi a única alegria que a temporada 1997 deu ao Corinthians. Naquele mesmo ano, em um fato pouco comum no futebol, nasceria uma geração de destaque para o time profissional após duas décadas. Depois de Arana, Maycon e Malcom, campeões e hoje em grandes equipes da Europa, Mantuan também tenta repetir o roteiro.

Neste sábado (1), a partir das 19h (de Brasília), ele estará na lateral direita do Corinthians, que recebe o Atlético-MG para tentar encurtar distância para o G-6 do Campeonato Brasileiro. Mantuan tem tudo para seguir na posição pelas próximas semanas, já que Fagner teve lesão muscular. Titular em 17 partidas na temporada, ele terá uma espécie de tudo ou nada no restante desse ano.

"Todos eles tiveram sucesso, agora eu procuro ganhar meu espaço. A expectativa é a melhor possível, aproveitar a oportunidade que está aparecendo, porque são três exemplos que me mostram que é possível: vir da base, conquistar espaço e posteriormente ser um destaque. Foram exemplos de que há a possibilidade de acontecer, no futebol tudo muda muito rápido", conta Mantuan em entrevista.

O primeiro membro da geração de ouro a cruzar o caminho dele foi Guilherme Arana. O lateral esquerdo era colega de futsal Juventus, na Mooca, quando foram fazer um teste no Corinthians. Mantuan passou, o amigo não. Tempos depois, mais uma oportunidade: Arana foi aprovado e eles deram sequência à história no futebol de campo. Aos 11, Malcom chegou no Corinthians. Dois anos depois, Maycon saiu da Portuguesa para completar o quarteto de ouro.

Entre títulos como o Paulista Sub-17 de 2013, em que os quatro participaram juntos da campanha, e muitas histórias, Mantuan cresceu e pouco a pouco mudou de posição. Era meia, camisa 10, até o sub-17. Depois, passou para volante e começou a alternar na lateral direita. Tudo justamente sob a orientação de Osmar Loss, hoje a seu lado no profissional.

"No começo, fiquei um pouco em choque", conta Mantuan sobre quando o treinador o propôs jogar na linha defensiva. "Depois, vi que poderia render ali, fiz bons jogos e tive sequência. Pelas minhas características, qualidade técnica, visão de jogo. São coisas normais para serem aperfeiçoadas. Vou adquirindo com mais maturidade. Jogando por dentro, entre meio e volante, você consegue chegar mais à frente", compara ainda o jogador, que como meio-campista foi capitão no título da Copinha 2017.
 
      
 

 
  Depois de um primeiro ano muito difícil, de lesões, ele ganhou um voto de confiança importante no começo de 2018. Foi inscrito no Paulistão como reserva de Fagner e venceu a concorrência interna de Léo Príncipe. Depois de 20 partidas no profissional, sendo 17 como titular, sabe que chegou o momento de mostrar que o clube não deve olhar para o mercado nessa posição.

Em alguns desses momentos, ele sofreu com críticas da torcida, impaciente após algumas falhas no começo da trajetória. A principal delas rendeu uma derrota para o Inter no Beira-Rio, mas teve o respaldo de Loss e a compreensão de que o início no profissional nem sempre está imune a erros.

"Tudo que aconteceu, de bom e ruim, cooperou para meu crescimento e maturidade como pessoa e atleta. É poder colocar tudo isso em prática. Foi tudo muito intenso. Mas procurei sempre tirar coisas boas", explica Mantuan.

Nesse sentido, os colegas da geração de ouro 1997 são um espelho. "O Maycon é um excelente jogador e excelente pessoa, está prestes a jogar Champions League. É merecedor. Um exemplo pelo que conquistou em tão pouco tempo. Feliz pelo Malcom. Por ter crescido com ele, a mãe, os irmãos. Fomos muito felizes. Ele é muito merecedor, fez temporada excelente no Bordeaux e tem tudo para crescer no Barcelona".
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Dassler Marques (UOL)