& vbCrLfFrase da barra de menu desktop
Logo Voz da Fiel Titulo mobile
       
 

Em 2009 ataque a ônibus foi arma de Ronaldo para vencer no Morumbi

 
       
 

o ônibus do Corinthians em frente ao Morumbi: incidente em 2009 serviu para motivar time

 
  Por:

Voz da Fiel

27/11/2018 07:47:40  
       
 
 
 
       
   Em 2009 ataque a ônibus foi arma de Ronaldo para vencer no Morumbi   
  Foto: Simon Plestenjak/UOL  
       
  Havia um misto de apreensão e ansiedade no ar no momento em que o ônibus do Corinthians apontou na praça localizada em frente ao estádio do Morumbi na tarde do dia 19 de abril de 2009. Não demorou para a previsão se confirmar: o veículo virou alvo de pedras e latas de cerveja atiradas por torcedores são-paulinos horas antes de um clássico contra o São Paulo válido pela semifinal do Campeonato Paulista – cena parecida aconteceu no último sábado, em Buenos Aires, no momento em que a delegação do Boca Juniors chegava ao campo do River Plate.

Há nove anos, dentro do ônibus do Corinthians, o silêncio precedeu um dos episódios mais marcantes de Ronaldo no clube. O atacante aguardou o término do ataque, levantou-se e passou a dar tapas seguidos no teto do veículo. A apreensão e a ansiedade, então, deram lugar ao otimismo.

"Ele falou que o time ia ganhar, que aquela era a hora de vencer", disse uma pessoa ligada ao clube paulista e que estava dentro do ônibus.

Dito e feito. Dali a instantes, o Corinthians derrotou o São Paulo por 2 a 0, gols de Ronaldo e Douglas, e confirmou a passagem à decisão do campeonato. Semanas depois, o time alvinegro garantiu o título paulista, o primeiro da era Ronaldo no clube, que também faturou a Copa do Brasil em seguida.
 
      
 

 
  Líder do elenco, o ex-zagueiro William disse em entrevista ao UOL Esporte que a reação positiva do elenco do Corinthians diante da situação era esperada. E isso ficou ainda mais forte quando Ronaldo, que não tinha o hábito de falar de um modo tão incisivo, resolveu se manifestar daquela forma.

"Aquele grupo se inflamava muito com desafios. Esse tipo de situação dava uma chacoalhada mesmo. Felizmente naquele episódio não aconteceu nada mais grave como na Argentina. Não chegamos a assustar tanto, mas, claro, a gente achou um absurdo. E isso chegou a criar na gente um estado de mais desejo de vencer o jogo", disse o ex-atleta.

William relembra que a situação se repetiu tantas vezes que os jogadores já chegavam preparados ao estádio do São Paulo. "Os torcedores ficavam a uns 30 metros da entrada. Lembro da polícia tentado evitar, mas o acesso para chegar ao Morumbi é muito complicado. Se o torcedor quiser fazer, faz. A gente fechava as cortinas justamente para poder proteger se alguma coisa arremessada estilhaçasse o vidro ou mesmo uma pedra atravessasse. A ideia era que o pano amortecesse", frisou.

Mesmo tanto tempo depois, as mesmas cenas ainda fazem parte da rotina de adversários do São Paulo em clássicos disputados no Morumbi. No último mês de julho e também no ano passado, pedras foram atiradas ao ônibus do Corinthians na chegada ao Morumbi, antes de jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.

O episódio em que Ronaldo usou o ataque ao ônibus do Corinthians como uma motivação extra para o jogo com o São Paulo na semifinal do Paulistão se assemelha ao vivido pelo Boca Juniors no último sábado, próximo ao Monumental de Nuñez, campo do River Plate. As consequências da hostilidade na Argentina, entretanto, ultrapassaram o vivido pelos corintianos há quase uma década e resultaram no adiamento da segunda final da Copa Libertadores.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Diego Salgado (UOL)