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Corinthians precisa definir jeito de jogar

 
       
 

Jair Ventura aposta em variação na escalação, mas time não tem conseguido um padrão

 
  Por:

Voz da Fiel

22/10/2018 06:51:10  
       
 
 
 
       
   Corinthians precisa definir jeito de jogar   
  Foto: Tiago Caldas/Estadão  
       
  Após começar com um esquema sem referência, o Corinthians jogou pouco mais de meia hora no 4-2-3-1 no empate por 2 a 2 contra o Vitória, no Barradão, teve bom volume de jogo e conseguiu um gol com Roger, em uma de suas duas tentativas – em lance que quase definiu a vitória.

Contra o Bahia, no próximo sábado, porém, não terá o centroavante, suspenso pelo terceiro cartão amarelo – Jonathas e Matheus Matias serão as opções para o setor.

Esse tem sido um problema do atual Corinthians: não há manutenção na escalação e, portanto, na forma do time jogar.

Sheik, por exemplo, que foi titular dos últimos três jogos, atuou em cada um deles de uma forma:

- Como um meia centralizado no 4-2-3-1 contra o Santos;
- Como um externo, pelo lado direito, no 4-2-3-1, diante do Cruzeiro;
- E como um dos dois meias no 4-2-4, diante do Vitória.

As mudanças fazem parte do estilo de comando de Jair Ventura. Sempre que perguntado, ele diz que não usará um esquema tático fixo, nem uma formação específica. Prefere preparar a equipe de jogo para jogo, alterando as peças de acordo com o que encontrará pela frente na competição.
 
      
 

 
  Só que, apesar de o ponto fora de casa ser comemorado na briga pela permanência na Série A em 2019, o desempenho de Jair ainda é ruim. Em 11 partidas disputadas, foram apenas duas vitórias. Para obter sucesso no objetivo, a equipe precisará somar mais 10 pontos de 24 disputados.

Para isso, independente de equema, Jadson precisa ter o espaço que necessita. Mais uma vez, o camisa 10 foi o raio de luz de uma equipe que começou apagada. Foi dele o golaço marcado quando o jogo estava 1 a 0 para o Vitória, após cruzamento do ainda inconstante Danilo Avelar.

Pedrinho, de volta ao time titular, fez jogo tímido. A impressão muitas vezes é que, de fato, para o time, sua entrada no decorrer da partida é mais importante do que sua escalação como titular. Jogador mais talentoso do elenco, o menino de 19 anos ainda é lapidado pela comissão técnica.

Com o gol de Roger, no fim do segundo tempo, o Timão quase conseguiu reencontrar o caminho das vitórias. Mas uma bola cruzada na área (sempre ela!) acabou interrompendo a reação.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico jair Ventura sinalizou que Roger seria titular no próximo jogo caso estivesse disponível. A tendência é que um jogador de mesma característica atue por ali - Jonathas é o favorito. Sobre a busca por um time ideal, Jair disse que a palavra é utópica no futebol.

– Ideal é uma utopia, lógico que quando você está há mais tempo num time... Eu estou chegando e conhecendo agora, fazendo alternativas. Ideal é ter um time ideal, mas eles que se escalam. Você bota um time, e o jogador não rende, eu não posso ter coisas diferentes se faço as mesmas coisas. Se alguém não estiver rendendo, vamos até achar quem agarre a camisa e não largue – destacou.

Com o ponto conquistado, agora a distância para o Z-4 é de quatro pontos. Nos planos da comissão, vencer o Bahia em casa, no próximo sábado, é vital para um final de ano mais tranquilo.

Até lá, Jair terá quatro treinamentos. Tempo para avançar na busca de padrão de seu time.
 
      
   
 

 
 
Avaliação desta notícia vai para: Marcelo Braga (Globo Esporte)