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  O que está em jogo para Osmar Loss e Jair Ventura  
       
  Segundo Bruno Cassucci (Globo Esporte), bancados pelos rivais, técnicos buscam tranquilidade com vitória em Itaquera  
  Por: Voz da Fiel 06/06/2018 17:39:33  
       
 
 
 
    
     
  Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians  
       
  Jovens, estudiosos e... Pressionados! Expoentes da nova geração de técnicos do Brasil, Osmar Loss e Jair Ventura chegam ao clássico entre Corinthians e Santos, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), em Itaquera, buscando um respiro.

Embora bancados pelas diretorias de Timão e Peixe, os treinadores sabem que uma derrota na Arena Corinthians aumentaria ainda mais as turbulências que vivem.

Escolhido para substituir Fábio Carille há duas semanas, Osmar Loss não tem bom início pelo Corinthians. Em quatro jogos, ele teve três derrotas, para Millonarios, da Colômbia, Internacional e Flamengo. A única vitória foi sobre o América-MG.

Mesmo assim, a direção alvinegra garante que o treinador está respaldado e que nada mudou nos planos de mantê-lo no comando da equipe até o fim do ano.

Segundo o presidente Andrés Sanchez, o período da Copa do Mundo, no qual não haverá jogos dos clubes, será usado para reforçar a comissão técnica alvinegra e fazer ajustes, mas não há qualquer intenção de substituir Loss.

O treinador reconhece que os tropeços causam desconforto e atrapalham o início de trabalho, mas se mostra satisfeito com as atuações recentes da equipe.

– Vitórias aumentam a confiança, deixam a gente escolher melhor, mostram o que está dando certo. O desempenho é bom, mas o resultado não vem – declarou após a derrota para o Flamengo, no último domingo.

O Santos será o primeiro rival que Osmar Loss enfrentará no comando do Corinthians. O bom retrospecto do Timão em 2018 inspira confiança. Nos oito clássicos paulistas que fez este ano, a equipe venceu cinco, empatou um e perdeu dois. As duas derrotas, nas partidas de ida da semifinal e da final do Paulista, contra São Paulo e Palmeiras, acabaram não tendo grande impacto, já que a equipe conquistou o título estadual.
 
      
 
 
 
     
  O jogo contra o Vitória, no último domingo, era decisivo para o técnico Jair Ventura no Santos. Pressionado por torcida e diretoria, e alvo de protestos diários, o comandante do Peixe conseguiu um respiro após a goleada por 5 a 2 – se perdesse, a possibilidade de ser mandado embora era muito grande.

Engana-se, porém, quem acha que o placar elástico acabou com as chances de demissão do treinador. Elas diminuiram, é verdade, mas uma derrota no clássico pode fazer com que toda a turbulência volte à tona.

Um revés contra um dos maiores rivais tem peso muito maior, e Jair sabe disso. Apesar de contar com o respaldo do presidente José Carlos Peres, ele ainda divide opiniões entre membros da diretoria do Santos.

O alívio na pressão veio em momento certo: justamente às vésperas de um clássico. Agora, o comandante tem o objetivo de "voltar aos trilhos e continuar em uma série de vitórias", como disse no último domingo.

Sobre as cobranças, Jair minimizou.

– Eu me preparei 11 anos para ser treinador. Em 2005 fiz meu primeiro curso. Trabalhei nove anos como assessor, três na base da seleção, interino em 2010, 2015 e efetivado em 2016. Quando me preparei e fui efetivado, encontrei o Botafogo na 17ª colocação faltando 19 jogos. Terminamos em quinto. E a realidade do treinador é ser pressionado a todo tempo. 99 jogos e alcançamos boas coisas. Sem título, mas campanha maravilhosa na Libertadores, semifinal na Copa do Brasil... – disse o técnico do Santos, após o triunfo contra o Vitória.

– Vida do treinador não é de bons momentos a todo tempo, mas vivia dois anos sem pressão. E chegou agora. Eu me preparei para isso. Não me preparei não só para as coisas boas. Vejo com naturalidade. Não me tornei treinador do dia para a noite. Minha carreira está apenas começando. Viverei as coisas boas e as ruins – emendou.

A campanha do Santos no Campeonato Brasileiro não é boa. Em oito jogos, são três vitórias e cinco derrotas, que resulta na 15ª colocação (com um jogo a menos).

Os números gerais também são ruins. Desde que assumiu o Santos, em janeiro deste ano, Jair esteve à frente de 32 partidas: 13 vitórias, seis empates e 13 derrotas, um aproveitamento de 46,8%.